Decoração

Professor apucaranense transforma sua arte em contos

O desejo de reaproveitar surgiu como forma de terapia

Isaias Júnior, professor universitário, graduado em nutrição, licenciado em educação física, pedagogia e pós doutor em educação, além de dar aulas, conseguiu em meio a rotina puxada, arrumar tempo para trazer mais cores e ‘vida’ aos objetos sem serventia.

Segundo Isaias, o desejo de reaproveitar surgiu como forma de terapia, pois seus pensamentos são acelerados.

O trabalho dele vem dando tão certo, que conquistou admiradores e clientes.

“Chega um ponto que você não tem mais espaço para colocar as coisas que cria. A princípio eu comecei a fazer arte como terapia, já que meus pensamentos são acelerados. E foi na arte que eu encontrei prazer. Nesse sentido, não considero minha arte uma profissão, mas um free, onde eu tenho a liberdade de criar novos objetos”, detalha o professor.

Isaias resolveu surpreender mais uma vez e criou o canal “O Conto da Arte”.

Em vídeos o professor conta histórias dos objetos que transformou.

“Certo dia eu postei em um grupo no Facebook “O Conto da Penteadeira” junto com a foto dela. Foi então que recebi inúmeros pedidos de como desenvolver a técnica empregada na confecção dela. Decidi gravar um vídeo para ensinar as pessoas. Pra isso foi necessário criar um perfil no YouTube, cujo qual, eu dei o nome de “O Conto da Arte”, mas como nessa plataforma o foco é ensinar as pessoas e não contar a arte eu acabei criando uma página no Instagram, com o mesmo nome, onde eu posto as fotos e o Conto da Arte. Ambos estão no início, mas surpreendentemente foram alavancados em poucos dias. Nesse sentido, acredito que novos contos da arte deverão vir por aí”, detalha.

Confira um de seus contos:

Conto da Penteadeira

Era uma vez uma penteadeira, muito linda em sua juventude esbanjava charme ao lado de seus amigos, o guarda-roupas, a cama e os criados mudos. O tempo passou e a penteadeira junto com a cama foram substituídas por mobiliários mais modernos. A penteadeira foi parar num canto e sem muita utilidade lembrava de seus tempos de glória e sonhava com o dia que pudesse voltar a ocupar um lugar de destaque no cômodo de algum imóvel. Certo dia ela foi notada e seu desejo atendido. Transportada de uma cidade a outra, suas partes foram removidas, lixadas, ganhou cores e texturas, novos puxadores e entre vários tons ela rejuvenesceu e passou a desempenhar um novo papel em outra casa. Agora ela não era mais uma penteadeira, mas sim um aparador. E o espelho, que antes pesava sobre ela, agora fica em outra parede de frente à ela. O espelho, encantado com a beleza de sua eterna companheira, constantemente reflete as cores, da antiga penteadeira, para que ela possa se admirar. No novo lar, os dois permanecem juntos, agora não mais um sobre o outro, mas frente à frente, onde farão par até que uma nova função lhes seja designada.

Penteadeira

 

 

Penteadeira

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